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FINGIDO E VERDADEIRO

29 Março a 29 Abril 2012, no Teatro do Bairro Alto, Lisboa. De 3ª a Sábado às 21.00h. Domingo às 16.00h FINGIDO E VERDADEIRO ou martírio de S.Gens, actor Adaptação de Luis Miguel Cintra de Lo Fingido Verdadero de Lope de Vega com colagem de trechos da Flos Sanctorum e da História Imperial e Cesárea de Pedro Mexia e citações de Santo Agostinho, Tertuliano, Louis Jouvet e Jean Genet. Tradução da peça original Luís Lima Barreto Adaptação e Encenação Luis Miguel Cintra Cenário/Figurinos Cristina Reis Desenho de luz Daniel Worm d’Assumpção
Actores Cleia Almeida, Dinis Gomes, Duarte Guimarães, José Manuel Mendes, Luís Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Miguel Melo, Ricardo Aibéo, Sofia Marques, Tiago Manaia, Vítor de Andrade, Rubén Ajo e Ángel Martin (bolseiros do Programa Leonardo da Vinci da Comunidade Europeia). Equipa técnica Assist. enc. Manuel Romano Assist. cenário/figurinos Linda Gomes Teixeira e Luís Miguel Santos Director técnico Jorge Esteves Construção e montagem de cenário João Paulo Araújo e Abel Fernando Montagem e operação de luz e som Rui Seabra Costureiras Maria do Sameiro Vilela e Teresa Balbi Guarda-roupa Maria do Sameiro Vilela Uma desconstrução da peça de Lope de Vega Lo Fingido Verdadero, fragmentando-a, reduzindo as personagens, inserindo textos das fontes literárias a que Lope recorreu, e citações de Santo Agostinho, Tertuliano, Louis Jouvet e Jean Genet. O texto original é um exemplo particularmente interessante na produção do autor das comédias de vida de santos. A acção passa-se no século III, no tempo do imperador Diocleciano, e trata-se do mártir S. Gens, um actor que ao representar, a pedido do Imperador, a figura de um Cristão, se converte, e em consequência disso é condenado à morte. A peça de Lope de Vega, apesar de muito pouco representada nos nossos dias, é considerada sempre como uma peça fundamental no conjunto da obra do autor na medida em que, através da própria linguagem teatral, constitui uma autêntica segunda versão da arte poética contida no texto teórico: Arte Nova de Fazer Comédias. O espectáculo pretende ser um divertimento, jogo irónico sobre a Verdade e a Mentira, a Vida e a Ficção, sobre o Actor, fechando uma série de espectáculos que a Cornucópia tem vindo a apresentar em volta do mesmo tema.
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