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MISERERE

MISERERE

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MISERERE

(O Auto da Alma e outros textos de Gil Vicente)

 

co-produção com o Teatro Nacional D. Maria II

 

Encenação e Colagem de textos Luis Miguel Cintra

Cenário e figurinos Cristina Reis

Desenho de luz Daniel Worm D’Assumpção

Elenco Dinis Gomes, Duarte Guimarães, João Grosso, José Airosa, José Manuel Mendes, Luís Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Ricardo Aibéo, Rita Blanco, Sofia Marques e Vítor de Andrade

 

Teatro Nacional D. Maria II, Sala Garrett

15 de Abril a 23 de Maio de 2010

 

Nos Autos religiosos de Gil Vicente estão alguns dos mais belos versos da dramaturgia e da literatura portuguesa. O Auto da Alma é disso o mais conhecido exemplo. Foi durante anos considerado uma das peças mais importantes do repertório Nacional e fez até parte do programa oficial do ensino obrigatório. Não o temos, no entanto, sabido ler como merece, e tem sido encarado como um texto de interesse exclusivamente religioso. Este espectáculo tenta resgatá-lo para o Grande Teatro a que sem dúvida pertence. Foi escrito para uma representação na corte de D. Manuel I na noite de Endoenças, ou seja, na Quinta feira Santa, fim do tempo de penitência da Quaresma e início do tempo de alegria da Páscoa. O seu tema central é portanto a culpa, o pecado. O espectáculo tentará tirá-lo do contexto litúrgico e revelar a negra violência ideológica do discurso da igreja de que, é verdade, é portador, mas que os povos de tradição católica interiorizaram mal. Numa sala fechada, num palco transformado em terra de ninguém, sala de espera ou prisão, estarão 9 homens e 2 mulheres, imagem da condição humana, presa nas suas próprias contradições.

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